Sorocabanices, 27 de fevereiro 2016 18h45

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O homem acusado de esfaquear um cachorro de rua na sexta-feira da semana passada (dia 19) no Parque Campolim, disse ontem, em depoimento prestado no 3º Distrito Policial, que fez isso porque o facão foi a primeira coisa a ter em mãos. Afirmou ainda que a agressão se deu porque o animal teria vindo rosnando em sua direção. Ele teria dito ainda à Polícia que três cães, entre eles o que foi ferido, teriam matado seu gato de estimação. O cachorro, resgatado pela assistente administrativa Mariana Almeida da Silva, e acolhido pela família de Alexandra Vargas, que mora na região do Éden, ganhou o nome de Vitório. O advogado do acusado deixou a delegacia se esquivando da imprensa. A Polícia Civil não divulgou a identidade do agressor. 
  
Agendado para ser ouvido às 10h, o acusado chegou ao distrito policial às 9h45 e teria prestado depoimento ao delegado titular José Ordele Alves de Lima Júnior, por cerca de uma hora. Mas às 13h ele não havia deixado a unidade policial. Conforme as declarações do delegado à equipe da TV Record, após encontrar seu gato morto o agressor teria tentado espantar os cachorros, quando, segundo alegou, um deles veio em sua direção. Para se defender ele teria se apossado do primeiro objeto encontrado, no caso um facão, ferindo então o animal. Ainda segundo o delegado, o acusado lamenta ter se armado justamente de um facão e estaria também chateado com as consequências do caso. 
  
Por ser considerado crime ambiental e de pequeno potencial ofensivo, o caso não é tratado em forma de inquérito criminal e sim pelo Juizado Especial Criminal (Jecrim). A pena é de três meses a um ano de prisão. 
  
  
Entenda o caso 
  
  
Na manhã do dia 19, a assistente administrativa Mariana da Silva chegava para trabalhar quando encontrou três cães vira-latas sob um carro no estacionamento do escritório e logo depois ouviu os latidos de um deles, vendo então um homem saindo do local com um facão em mãos, observando marcas de sangue. Ela correu atrás do acusado e ele teria alegado que o cão havia matado o gato de sua filha. 
  
Quem socorreu o animal foi a ativista Kerley Cristina Ferreira, amiga de Mariana. O cachorro passou por cirurgia e foi acolhido pela família de Alexandra Vargas, que lhe daria lar temporário, mas acabou o adotando. 
  
  
Polícia não informa 
  
  
O delegado José Ordele Alves de Lima Júnior se recusou a atender a equipe do Sorocabanices, dizendo que o caso estava “sob sigilo de justiça”. Porém ele atendeu a reportagem da TV Record, não permitindo ainda que o Cruzeiro do Sul acompanhasse a entrevista. Desde o início da semana o delegado tem sido procurado pela reportagem, mas nega-se a prestar informações. 
 

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