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junho 2016

Projeto Recreio Legal muda rotina de escola na zona norte

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Brincadeiras na hora do intervalo rendem prêmios aos estudantes

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Uma iniciativa simples e de baixo custo tem promovido uma revolução na Escola Municipal Professora Léa Edy Alonso Saliba, no Jardim Marcelo Augusto, próximo ao bairro Lopes de Oliveira. Os benefícios são tantos que fica difícil enumerar: diminuição do número de faltas, aumento no interesse pelas aulas, redução das quedas e acidentes no pátio, maior socialização entre os estudantes (o que chegou a praticamente zerar o número de brigas e agressões), melhora na alimentação, já que antes muitos esqueciam de comer para ficar brincando, mais disciplina e colaboração com a escola, entre outros. 

A ideia, que partiu dos inspetores de alunos, consiste em oferecer diversas possibilidades de brincadeiras durante o intervalo, no que foi denominado de Projeto Recreio Legal. Além de se divertirem diariamente, os estudantes ainda ganham prêmios no final do mês, data em que toda a escola vira uma festa: tem expectativa, empolgação, felicidade e planos de fazer ainda melhor.

A escola, que atende alunos do 1º ao 5º ano, com idades entre 6 e 10 anos, não tem recursos sobrando para as premiações. As lembrancinhas para os alunos são compradas com o esforço de todos os que trabalham na unidade e principalmente da diretora designada, Lúcia Florindo da Silva Mariano, que arrecada materiais para vender para a reciclagem. É assim que vem o dinheiro dos prêmios do mês, como adesivos, brinquedos e doces.

Mudança na rotina

Marisa Camargo dos Santos Carvalho, inspetora que há mais tempo atua naquela escola – ao todo são 14 anos – lembra que esse modelo de intervalo começou há quatro anos e surgiu de uma conversa realizada entre os sete inspetores da unidade para organizar melhor o intervalo, já que além de brigas e acidentes, eles notaram que muitos alunos deixavam de comer para ficar brincando. “Mas depois sentiam fome e já não dava mais tempo, pois batia o sinal e tinham de voltar para a aula. Tinha criança que não conseguia aprender por causa da fome”, conta.

O recreio, então, foi organizado da seguinte maneira: as crianças chegam, sentam para comer, e quando a maioria termina, aí sim estão todos liberados para brincar. A prioridade é a alimentação. Depois que estão “de barriga cheia”, podem curtir.

Para melhorar a integração entre os alunos, o pátio, que antes era vazio, ganhou corda, pebolim, tamancobol, futebol de botão, damas, entre outros brinquedos que favorecem a socialização, já que são atividades que precisam de mais colegas. Assim, as crianças fizeram mais amizades e as ocorrências de brigas tornaram-se raras. Num ambiente assim, não há espaço para o bullying.

A escola Léa Edy tem uma grande vantagem: o pátio fica colado ao playground, uma área com árvore, terra, balança, gangorra e escorregador, mas que não dava para ser usada nos dias de chuva. Agora os alunos podem brincar onde quiserem nos dias ensolarados e ainda contam com a vantagem de ter brinquedos no pátio, assim não ficam mais sem ter o que fazer quando chove.

Marisa afirma que no momento em que toca o sinal, os estudantes recolhem bola e demais objetos que usaram e guardam numa caixa, para a próxima turma. Se organizam em fila, mas não ficam em pé, para evitar empurra-empurra, então sentam – cada sala em sua respectiva ordem – e esperam pela nota do dia. Nesse momento, os inspetores avisam sobre a pontuação: uns comemoram e outros já sabem que precisam melhorar. Depois disso, seguem para a sala de aula.

Como são 12 turmas por período, Marisa afirma que o projeto a ajudou a conhecer todos os alunos e também facilitou o trabalho dos inspetores. A pontuação, conta ela, vai de 0 a 10 e é baseada em regras como não brigar e não correr no pátio para evitar acidentes. Para isso, os inspetores têm uma tabela, onde anotam a classificação das crianças, por sala.

No período da tarde, três inspetores se dividem na tarefa. Além de Marisa, atuam como inspetores na escola Ademar Pinheiro, Carlos Martins, Márcia França Santana Petruncko, Noeli de Jesus Oliveira, Renata Maria de Souza e Silvana Camargo.

Última sexta do mês é dia mais que especial

Toda a última sexta-feira do mês é o dia da premiação. E a escola vira uma festa. Tem de tudo: alvoroço, torcida, comemoração e promessa de melhorar da próxima vez. Como são 12 salas por período, os inspetores fazem a revelação das notas alcançadas começando pelo 12º lugar, o que vai gerando uma expectativa nos estudantes para saberem quais salas serão as premiadas com o 3º, o 2º e o 1º lugar. As notas vão de 0 a 10, mas ninguém gosta nem mesmo de tirar 9, que é uma boa classificação: todos almejam o 10 e ponto final. Só de ouvir nota 9 muitos já fazem uma cara de decepção.

Celyne Cristiny da Rocha Preto, 10 anos, conta que fica ansiosa para ver quem vai ganhar. “É um dia muito legal e eu fico feliz por quem ganha, mesmo se não for minha classe”. Nicoly Caroliny, irmã gêmea de Celyne e que estuda na mesma sala de aula, o 4º ano H, também adora esse dia. “Fico feliz de ganhar nota 10”, comenta.

Guilherme Granda Mier, 10 anos, é integrante da sala tricampeã do intervalo, o 5º E, e igualmente gosta do projeto. “Acho legal porque incentiva a não gritar, pra gente não ficar com dor de cabeça de tanta gritaria, e ainda ganhamos prêmio”, diz ele.

Para a professora Cristiane Ribeiro de Carvalho, o projeto é essencial para a convivência entre as crianças. “Melhorou muito o respeito entre eles. Hoje conseguem um recreio de amizade, pois antes era conturbado. Também depois do projeto começaram a comer com tranquilidade”, comenta, acrescentando que eles ainda passaram a prestar mais atenção na aula. Os alunos de Cristiane, do 4º ano H, foram premiados em terceiro lugar em março.

De acordo com a diretora designada, Lúcia Florindo da Silva Mariano, os que não conseguiram são incentivados a melhorar. “Temos orgulho desse projeto pois deu muito certo, reduziu o número de ocorrências de acidentes como quedas e também as brigas. Eles aprenderam a compartilhar os brinquedos e reduziram as faltas… O principal é que as crianças estão adorando ir na escola”, comemora.

Lei permite às mulheres entrar e sair de ônibus fora dos pontos após 21h

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Com 38 casos de estupro registrados em 2015, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública do Estado, a cidade de Itapetininga, na Região Metropolitana de Sorocaba (RMS), adotou legislação que permite às mulheres entrarem e saírem de ônibus circulares fora dos pontos depois das 21h.

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A norma foi sancionada no sábado, dia 18, e começa a vigorar em breve. Ela tem por objetivo prevenir e evitar casos de violência contra a mulher. O prazo para a regulamentação é de 90 dias. O projeto de lei aprovado pela Câmara local, de autoria do vereador Milton Nery Neto (Pros), também busca reforçar a segurança no transporte coletivo.

Além disso, justifica o parlamentar, a ideia é contribuir para que as usuárias desembarquem dos ônibus mais próximas do destino, o que diminuiria os riscos de sofrerem algum tipo de violência. Nery contou que a população feminina também está concentrada em bairros e distritos da zona rural distantes até 20 quilômetros da região central. São os casos das localidades denominadas Pescaria e Rechan.

O vereador tomou por base iniciativa já encampada por outros municípios, entre os quais Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo.

A sanção da lei não foi, entretanto, bem recebida pela empresa de ônibus Rosa, concessionária do serviço. A operadora do sistema entende que a lei poderá impactar negativamente a segurança dos usuários e dos funcionários porque abriria campo para que mulheres e até idosos entrem nos veículos como comparsas e auxiliem na execução de possíveis crimes.

Milton Nery discorda do posicionamento. “Não podemos trabalhar visando ao interesse dos empresários. A lei foi pensada para atender à demanda da população de mulheres que precisa ser atendida por conta dos riscos. É absurdo pensar que a mudança vá produzir os resultados que a companhia imagina”

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